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Moda Vegana – Porque não usamos seda, lã, pele e couro.

Se você já conhece nossa marca, sabe que ela é vegana, mas seguidamente somos questionados sobre o que é uma roupa vegana. De fato, o veganismo é mais comumente associado à alimentação, mas ele vai bem além disso. Por definição, um vegano “busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais” – The Vegan Society. Isso significa que o veganismo opera em todas as áreas, como a da beleza, entretenimento e até o vestuário.

Mas como, então, o veganismo se aplica em uma marca de roupas?

Bem, basta abolir a utilização de pele e couro de animais, e de fibras de origem animal, como a seda e a lã.

Achou extremo? Pois esse pensamento está cada vez mais em alta.
Desde o ano passado, diversas grandes marcas se posicionaram sobre o uso de peles animais, retirando este “material”, até então considerado como luxo, de suas criações. É o caso da Armani, Gucci, Tom Ford, Versace, Diane Von Fustemberg entre outras. Aos poucos, com a ajuda do respaldo que essas marcas possuem, carregar a pele de outro animal está virando algo antiético e, no mínimo, brega. Além disso, mas não somente por isso, opções sintéticas e vegetais já são de altíssima qualidade e sem deixar nada a desejar na questão estética.

Fazenda de Pele 🙁
Coelhinho

Porém, quando falamos de couro ainda temos um longo caminho pela frente. O couro ainda é visto como sinônimo de qualidade e resistência, quando na verdade deveria ser sinônimo de sofrimento e poluição. O processo de curtimento do couro leva grandes doses de insumos tóxicos, que acabam por poluir a água, além das condições em que são mantidos os animais durante sua curta vida rumo ao abatedouro. Isso sem falar que nem todo couro que se vê por ai é das vaquinhas que foram usadas para consumo humano.
Tem muito cachorro e gato nas bolsas e acessórios produzidos no oriente, como já falamos em outra postagem.

Vaquinhas

Aqui, a indústria nacional de couro é muito forte, e sabemos que quando “bate” na economia é sempre mais complicado. Já existem no mercado opções super ecológicas ao couro, como o Muskin composto pelos micélios de cogumelos e o Piñatex, feito de folhas descartadas de abacaxi.

Muskin e sua semelhança com couro animal

Muitos ainda desconhecem o funcionamento da produção da seda, ou até mesmo desconsideram a importância da vida do bicho-da -seda, sob a premissa de que “os animais existem para usufruto da humanidade e que não possuem direitos básicos fundamentais por não serem membros da espécie humana”, pensamento arcaico  e antropocentrista que configura o especismo (assunto que pode gerar outro #textão aqui no blog).

Mas a verdade é que esses pequenos e talentosos animais passam por um processo
extremamente triste para que seu casulo possa ser usado. Sim, o bicho da seda é uma pequena lagarta que cria seu casulo para sofrer as mutações necessárias pra seu ciclo de vida. É justamente esse casulo que carrega o valioso fio da seda, arduamente tecido pelas lagartas. Entretanto, para que o fio não seja quebrado, é necessário impedir que as lagartas saiam dele, então, os casulo são mergulhados em água quente para que eles morram lá dentro, possibilitando que a fibra seja extraída sem interrupções. Agora considere que para cada quilo de seda, são necessários de 2000 a 3000 lagartas.

Pois é.

Bichinho-da-seda
Casulos de Bicho-da-Seda

Na lã o mesmo acontece. O argumento de que a produção de lã é natural para as ovelhas e que sua extração não as prejudica, se baseia em uma visão romantizada da coisa. Como na indústria da carne, as ovelhas são confinadas,  reproduzidas forçadamente, sofrem diversos tipos de violência, os carneiros são castrados sem anestésicos ou abatidos antes do tempo, sofrem ferimentos durante a tosquia que são infestados por larvas de parasitas. E por mais que, apesar da violência, esses animais não sejam mortos durante o processo de extração da lã, assim que não estiverem mais aptos para isso, serão mandados para um abatedouro comum. O fim deles é sempre o mesmo.

Ovelhinhas

Sim, é horrível mesmo.

Defendemos a liberdade e o respeito entre humanos e os outros animais, por isso, aqui na GB todos os nossos produtos são livres de sofrimento <3

E as roupas continuam lindas 😉

Como sociedade de consumo, estamos acordando agora para os bastidores das indústrias e dos produtos que consumimos. Pesquise, questione as marcas, boicote, seja curioso: você é uma peça fundamental nessa transformação.

Mais ovelhinhas

Desconstruir para evoluir: por uma moda mais real

Você já ouviu falar em Fashion Revolution? 

É um movimento mundial que surgiu em 2013, com o objetivo de conscientizar os consumidores sobre os impactos sociais e ambientais da cadeia da moda, exigir transparência e celebrar as boas práticas.  Inspiradas nesse evento, que ocorre sempre em abril, resolvemos mudar um pouco algumas coisas aqui na GB.   

Sabemos o quanto a moda influencia o comportamento, tendências de consumo e a autoimagem dos indivíduos atingidos por sua mensagem, ou seja: qualquer pessoa que assista filmes, leia revistas, passeie pelo shopping ou pelo centro da cidade. 

Estamos tão acostumados a consumir imagens “perfeitas” que não sabemos mais valorizar a beleza natural das coisas. Aqui na GB, as coisas são feitas à seu tempo, respeitando a criatividade da nossa designer. 

Sabemos que o mercado “força” uma produção frequente, sempre exigindo novidades, o que não podemos esquecer é que são seres humanos os responsáveis por fazer essa roda girar. Sabemos que temos muuuuita coisa pra mudar nessa indústria, mas resolvemos começar com um pequeno passo, bem importante pra gente. 

Adeus Photoshop: imagens cruas, reais, é o que você vai ver por aqui.  

As roupas também são reais! Por isso, não se surpreenda se você encontrar algum cantinho amassado, uma preguinha, um pedacinho de forro interno em nossas fotos. Prezamos tanto pela qualidade na hora de criar e produzir nossas peças, que queremos mostrá-las assim, do jeito que realmente são. Não temos nada a esconder em nosso processo e no produto final. Produziremos imagens sem nenhum retoque ou ajuste, e em poses singulares, com movimentos que realizamos no dia a dia.  

Chega de moda estática! Já passou da hora de considerar o “recheio humano” que vai dentro de cada peça, e que, convenhamos, deve encontrar nas roupas que veste liberdade de movimento, e não uma limitação. Nossa modelo Cami usa maquiagem criativa, e não corretiva. Ela acredita em nossos ideais e se mostra livre, assim como as peças, de qualquer alteração digital. 

Cada tecido tem suas características, e queremos valorizá-las. Alguns mais sequinhos, outros esvoaçantes, todos devidamente expostos, pra você não ter surpresa nenhuma na hora em que receber sua peça GB. 

A luz utilizada nas fotos é natural. É esse sol que você vê aí da sua janela, que vai mudando de posição e de cor. Forte ao meio dia, alaranjado no final da tarde e às vezes escondido atrás de alguma nuvem, deixando tudo mais suave. Por isso nossas fotos também não são todas iguais. Respeitamos o grande astro rei em sua jornada diária, e utilizamos da melhor forma a luz que ele nos oferece. 

Queremos mostrar pra você, nossa cliente, amiga, leitora, ser humano presente aqui e agora no que acreditamos.  Acreditamos na liberdade. De padrões, estereótipos, dos animais, de clichês e rótulos. Que cada um possa ser único em toda sua extensão, de dentro pra fora e que a moda seja uma aliada na expressão de suas crenças e valores. 

Que esse nosso pequeno passo em direção a uma moda mais real mostre que é possível sim fazer diferente, melhor e que, com certeza, será o primeiro de muitos. 

 Com carinho, 

Equipe Gabriela Basso Clothing. 

5 produtos que contém ingredientes de origem animal e você nem sabia

Todo mundo sabe que não é fácil ser vegano. O veganismo vai muito além da dieta, é um estilo de vida que impacta a maioria das suas decisões de compra, como cosméticos, produtos de limpeza, roupas… a lista é grande!

A pesquisa se torna parte do dia a dia de um vegano, pois grande parte dos produtos que a indústria nos oferece hoje possuem algum ingrediente de origem animal. Listamos aqui alguns produtos que podem passar despercebidos, por não terem tão explícitos o uso de produtos de origem animal.

 1: Cápsulas de remédios

A maioria dos veganos sabe que a gelatina é feita de colágeno animal. Mas pouca gente sabe que as cápsulas de remédios também são feitas de gelatina. “Trata-se de uma proteína derivada da hidrólise parcial do colágeno, que é obtido de partes de animais, como ossos”, explica a farmacêutica Fortune Homsani. Já existem no mercado capsulas fabricadas a partir de fibras de celulose e tapioca, mas ainda não tem seu uso tão comum.

2: Açúcar

Algumas marcas utilizam cinzas purificadas feitas com ossos de animais no refinamento do açúcar. Como alternativa, você pode optar por açúcar mascavo, que não passa por esse processo de refinamento, ou pelo açúcar cristal orgânico.

 3: Produtos de cor vermelha

O corante Carmin é produzido com insetos, as cochonilhas, e tem amplo uso em cosméticos e na indústria alimentícia. São necessários cerca de 70.000 insetos esmagados e fervidos para produzir apenas 450 gramas deste corante. Para identificá-lo, preste atenção aos rótulos, ele pode aparecer como: Corante natural carmim de cochonilha, Corante natural carmim, corante cochonilha,  C.I. 75470 ou E120.

4: Tatuagem

Pouca gente sabe, mas a tinta preta utilizada para tatuar é feita de ossos de animais queimados. O agente carregador da tinta é feito de glicerina, de origem animal. Até a gilete que é utilizada pode conter uma camada de glicerina, para aumentar a hidratação. Já existem opções de tintas veganas, mas ainda são difíceis de serem encontradas.

5: Sacola Plástica

A gente já sabe de todos os perigos do plástico. Mas você sabia que é utilizada gordura animal para reduzir o atrito do material, e gerar o efeito estático do plástico? Pois é, não tem mais desculpa para não utilizar ecobags!

 

Um mamilo (ainda!) incomoda muita gente.

Esse texto pretende analisar algo presente no corpo de todo mundo, mas que causa polêmica/repulsa/espanto quando pertence a uma mulher: o mamilo.

Aqui fazemos uma análise minuciosa das características biológicas e sociais que mistificam essa partezinha do nosso corpo, e a tornam um símbolo de liberdade. 

Começamos pelo sutiã.

A não ser que você tenha peitos grandes, ou pratique exercícios físicos, o uso do sutiã é dispensável. É claro que isso deveria ser uma escolha sua, mas somos impulsionadas a usá-los desde cedo. É quase um ritual de passagem, aquele momento que a menina começa a desenvolver o corpo, e logo surge o primeiro sutiã.

Mas, porque mesmo a gente usa?

Listamos aqui dois motivos, talvez você se identifique com um deles:

1 – Criar a ilusão de peitos maiores.

Ainda somos influenciadas diariamente por padrões estéticos, e muitas de nós ainda não estão completamente blindadas quanto à isso. Às vezes, para se sentir bonita ou mesmo ‘adequada’, acabamos adaptando algumas coisas que vieram no nosso ‘embrulho humanoide’.

Foi quem mesmo que disse que peito bonito tem que ser grande e redondo?

Humm, os homens né? Através da mídia, fotografias, cinema, obras de arte. E aí a gente corre atrás de resolver esses defeitos ‘apontados’ pelos homens.

2 – Esconder os mamilos.

Blusinha transparente mostra os mamilos. Blusinha fina também. Mesmo que na hora esteja tudo OK (escondido), se bater um ventinho, ele vai mandar um ‘oi’. E junto com isso, vai surgir o famigerado constrangimento. Porque um pedaço do seu corpo está um pouco proeminente, e isso pode incomodar algumas pessoas (a barriga tá aqui mandando avisar que também se identificou com essa parte).

Tem roupa que é aberta atrás (mostrar as costas está ok, ufa!), mas seu sutiã não pode aparecer, porque também é feio mostrar o sutiã. Aí a gente inventa umas coisas tipo “sutiã de silicone”, ou usa band-aid, fita isolante (Kim Kardashian manda Oi) numa tentativa desesperada de manter os peitos no lugar – que disseram que eles tem que ficar – e esconder os mamilos.

Biologicamente falando…

Se você observar a anatomia do mamilo, ele é perfeitamente desenhado para a função que lhe é designada, juntamente com o peito: alimentar seu bebê.

Uma das características dos seres vivos é gerar novos indivíduos, transmitindo seu DNA, evoluindo e garantindo a sobrevivência da espécie. Hoje em dia nem todo mundo quer ter filho, e mais do que superpovoar o planeta, sabemos que existem atitudes beeem melhores que podemos tomar para garantir o futuro da espécie, como reduzir a produção de lixo e a utilização de recursos não renováveis, por exemplo.

“Os mamilos têm capacidade erétil e respondem a estímulos sexuais e ao frio, tanto nas mulheres quanto nos homens, que também têm glândulas mamárias, embora menos desenvolvidas.” Site do Dr. Drauzio Varella. Leu bem? Sim, os mamilos masculinos também ficam eréteis. Então, se biologicamente nosso peito tem a função de produzir leite, e tanto o mamilo masculino quanto o feminino respondem a estímulos, porque só o nosso é censurado? Nesse ponto a gente sai da biologia e entra nas questões sociais.

A erotização do mamilo

A sexualização do corpo feminino é uma construção que vem da nossa sociedade culturalmente patriarcal.  Patriarcal vem do grego “pai de uma raça” ou “chefe de uma raça”. Logo podemos concluir que: é a visão do homem sobre o nosso corpo. É o homem ditando há anos o que deve ser mostrado ou não, o que deve mudar, o que é certo e o que é errado.  Se você acha seu corpo feio, ou tem vergonha de mostrar os peitos, dá uma pensada, provavelmente você está sendo influenciada por essa visão patriarcal.

Censura nas Redes

Micol Hebron postou em suas redes uma foto com os seios à mostra e foi censurada. Detalhe, na foto ela aparecia ao lado de dois homens, também sem camisa, com os mamilos aparecendo. A artista então ‘recortou’ um mamilo masculino e o utilizou para cobrir os seus. Dessa vez, a foto não foi censurada. Ela disponibilizou na internet o template do mamilo para que outras mulheres pudessem usá-lo para censurar os tão assustadores ‘mamilos femininos’.

O movimento Mamilo Livre também encontrou uma forma de lidar com a censura. O problema foi resolvido criando ‘mosaicos’ com 4 fotos, que juntas formam um peito. O Facebook não consegue analisar as quatro fotos separadas, e consequentemente não rola censura. A campanha foi aderida nacionalmente, espalhando milhares de mamilos pelas timelines Brasil a fora.

Mamilos unidos jamais serão vencidos.

“Eu cresci numa época em que não usar sutiã era sinônimo de desleixo ou vulgaridade e ainda lembro bem o quanto é limitador ter que pensar no bico do seio na hora de escolher a roupa. Penso que esse tabu, como diversos outros, é mais uma das algemas do patriarcado, mais uma ferramenta de controle da mulher na sociedade. Pois, quer forma mais eficaz de controlar alguém do que fazer do próprio corpo desse alguém algo do qual se deve ter vergonha ou pudor? E se o corpo da gente é ofensivo e não temos escolha de nascer nele como ele é, que Natureza sádica é essa? Eu acredito que a Natureza é perfeita e por isso sei que eu nunca nasceria em um corpo que eu devesse esconder. Considero o mamilo aparente ou o não uso de sutiã um ato de libertação, mas também como ato político carregado de significados de amor próprio e não conformidade. Tornaram nossos seios partes separadas de nós, sexualizaram eles, definiram qual o formato padrão perfeito e até criaram formas de modificá-los cirurgicamente para apelar mais aos desejos masculinos, então que agora aprendam a lidar com o nosso empoderamento através deles. – depoimento da Gabi e sua relação com os mamilos.

A conclusão que queremos chegar aqui é que: o mamilo é seu, e você faz com ele o que quiser. Sabemos que ainda temos um looongo caminho de desconstrução social pela frente, mas a gente é forte e não desiste.

E lembre-se: não importa o que você fizer com seu mamilo, a gente tá contigo, ok?

 

Ceia sem crueldade!

Festas de final de ano são sempre um pouco complicadas para quem é vegano. Lidar com a família, que por vezes pode não ser muito receptiva, e com a ceia que costuma ser baseada em muitos produtos de origem animal, pode ser sofrido para alguns. Por isso mesmo eu acredito que temos que tomar para nós – que somos veganos – a incumbência de levar para a ceia opções sem crueldade que façam brilhar os olhos e o paladar dos familiares e amigos carnistas.

Por isso, resolvi separar alguns vídeos com receitas de Natal que eu curti e que pretendo fazer! Seja para copiar ou tirar algumas ideias legais para as tuas receitas autorais, vale a espiada. Bóra lá!

Seitan Rechado:

Rocambole de Lentilha:

Rabanada Vegan:

Assado de Nozes:

Couve Marinada:

Salpicão:

Rolinho de Canela:

Cheesecake:

Torta de Palmito:

Vegetais Assados:

E essas são somente algumas opções! Usa a tua imaginação (e teu acesso a internet) e vamos veganizar as ceias desse Brasil <3

Até!

Por que ETs?

Quem acompanha a GB já percebeu que andamos numa viagem cósmica, buscando vida inteligente fora da Terra. Das nossas estampas às nossas postagens, contatos imediatos estão sendo testados diariamente por aqui!

Brincadeiras a parte, esse tema estar tão presente não é acaso. Sempre fui fã de livros de ficção cientifica (gosto herdado do meu pai, Pedro, que tem uma coleção extensa de obras desse gênero) e sempre tive como certo a existência de vida fora do nosso planeta. Temos tantos formatos de vidas diferentes dentro no nosso próprio planeta, por que não existiriam mais muitas formas fora daqui?

tim wlaker

 

Mas para além do que eu acredito, existe também uma espécie de esperança nesse meu acreditar. Nosso planeta, tão lindo e farto, parece ter produzido uma espécie igualmente incrível e capaz das mais lindas expressões, mas que em algum momento perdeu a conexão com o todo. Assim como perdeu a compreensão de pertencer a algo maior, deixou de entender que era apenas parte, igual a todas as outras partes, igualmente essenciais.

Será, então, o avanço tecnológico de uma sociedade, necessariamente seu afastamento de tudo que não é palpável? O campo das emoções, do cuidado com outros humanos e terráqueos, com o próprio planeta parecem hoje estar associada a importâncias menores. Extraterrestres, contudo, para aqui chegarem devem possuir tecnologias muito avançadas! As histórias de contatos, entretanto, são em sua maioria, histórias de aprendizado. Não são raras as pessoas que alegam contatos falarem de união, paz, espiritualidade e cuidado com o planeta. Eles reportam seres com grande conhecimento tecnológico, mas também com amplo entendimento de que o que faz bem para um de nós, faz bem para todos nós.

Acredito, portanto, que o avanço tecnológico pode e deve ser aliado de um crescimento social mais inclusivo e responsável. Mas acredito, também, que nós humanos estamos longe de alcançarmos esse equilíbrio. E é ai que entra minha esperança de um contato maior e mais direto com outros seres! Quem sabe ao nos vermos como um pequeno ponto dentro de um sem fim de outras civilizações nós coloquemos em perspectiva o que realmente importa.

No imaginário da GB esses seres vem em missão de paz, nos mostrar nossa insignificância, mas também o valor de cada uma das vidas que por aqui andam. Eles vem nos ajudar a construir um planeta mais justo e amoroso, que é no que acreditamos por aqui.

Entra com a gente nessa nave? (me senti a Xuxa agora hahahaha)

 

Versatilidade sem regras!

Leonina com ascendência em Libra e filha e irmã de virginianos, tive uma adolescência e juventude bastante normativa e sem riscos. Meio João do passo certo, sabe? Não que exista algo de errado em ser uma pessoa que acredita na retidão e equilíbrio, mas aos poucos me dei conta que, por medo de errar eu deixava de inovar e ampliar meus horizontes. Meu lema desde então é: leis/regras/normas existem apenas para serem contestadas. Na vida e na moda também.

Até pouco tempo atrás roupa de verão era roupa de verão e de inverno era de inverno. Quem – principalmente quem mora no Sul – não passou pela troca de armário semestral? Chegou o verão, sobe/encaixota todas as peças de inverno e deixa elas lá até que esfrie novamente. Também tinha a “roupa de sair” e a “roupa de trabalhar”. Lá em casa era assim também. Mas hoje, como estilista, consumidora e pessoa normal, não vejo o menor sentido nessas separações, ainda mais com o clima cada dia mais imprevisível e nossa vida mais e mais agitada.  Além disso, quanto mais usos, em diferentes situações e climas, dermos para as peças que compramos, melhor, né?

Um dos melhores jeitos de transicionar uma peça entre estações, ou mesmo dar uma cara completamente diferente pra ela é através das sobreposições. Usamos muito por aqui e por isso resolvi mostrar algumas peças GB que super aceitam camadas 😉 Confere:

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Vestido Bestie Preto usado sozinho e com a Blusa So Basic por baixo
Vestido Bestie Floral com Blazer Boyish e com Camisão Musgo por baixo
Vestido Bestie Floral com Blazer Boyish e com Camisão Musgo por baixo
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Macaquinho Bossy Lilás usado sozinho e com a Básica de Tule Coral por baixo
Vestido Jane em veludo molhado sozinho e usado com o Camisão Off White por baixo
Vestido Jane em veludo molhado sozinho e usado com o Camisão Off White por baixo
Vestido Nostalgia sozinho e usado como túnica com a Básica de Tule Preta, Calça com Barra Italiana Grafite e Jaqueta Anywhere
Vestido Nostalgia sozinho e usado como túnica com a Básica de Tule Preta, Calça com Barra Italiana Grafite e Jaqueta Anywhere
Top Faixa Cinza sozinho e por cima da Camiseta Girl Gang
Top Faixa Cinza sozinho e por cima da Camiseta Girl Gang

 

Pra renovar basta perder o medo e tentar!

 

 

A nova estampa cósmica GB

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Acabamos de lançar duas novas estampas aqui na GB e isso é sempre empolgante! É sempre uma incógnita o que o nosso público vai achar do tema e estilo que resolvemos apostar, mas a graça está justamente nisso. Adoramos saber o que cada um viu e sentiu com cada uma delas. É sempre uma ótima oportunidade de trocar ideias legais com quem passa por aqui.

Dessa vez, quando fui levar minhas ideias para a Marina e o Maurício – do Estúdio de Design Epic – com quem sempre desenvolvo minhas estampas, cheguei com algumas ideias bem formadas quanto a algumas formas e a energia que eu queria para esse novo trabalho. Sabia que queria um universo, a vastidão que nos rodeia, mas que pouco sabemos sobre. E nesse universo eu queria imaginar seres alienígenas como outras nações, pessoas com as quais podemos aprender. Pensei nas teorias dos antigos astronautas e de algumas imagens pesquisadas, saíram os seres da ilustração final. Como sempre a Ma e o Mau me surpreenderam com um resultado melhor do que eu esperava. Eles ilustraram todo e cada detalhe a mão antes de digitalizar e finalizar tudo. Trabalho de artista mesmo! A estampa que chamamos de Ancient Aliens ficou tão linda que decidimos desenvolver ela com fundo branco, fundo preto e em dois tamanhos. Ai embaixo tu pode conferir algumas peças com ela que já estão disponíveis na loja online:

Saia Suave na Nave
Saia Suave na Nave
Camisa Daniela Ancient Aliens
Camisa Daniela Ancient Aliens
Camisa Lunar Ancient Aliens
Camisa Lunar Ancient Aliens
Vestido Brisa
Vestido Brisa

 

E ai, curtiu? Em breve vamos falar sobre a segunda estampa nova! Fica de olho 😉

 

Liberdade é coisa séria

Powelli - Flickr

Com toda a movimentação e indignação que surgiram depois do caso de corrupção envolvendo a JBS e diversas figuras do governo, uma questão em especial ficou pulsando na minha cabeça: a punição, a prisão. Como eu, muitas pessoas ficaram bastante contrariadas (putas da cara) com o acordo que os donos da JBS conseguiram para si. Como pode tanta facilidade na negociação levando em consideração o tamanho do estrago, da falta de ética e o impacto que isso teve, tem e terá na vida dos brasileiros? Como pode alguém jogar com a vida de outras pessoas e sair com seus privilégios e, principalmente, com sua liberdade intacta? Algo parece em desacordo.

Liberdade é coisa séria. Tanto que aos piores crimes que possamos imaginar a maior punição que damos a quem os comete é justamente tirar-lhes a liberdade (pelo menos no âmbito legal). A impossibilidade de decidir como usar o seu dia, onde ir, o que comer, quando dormir, etc. é o que desejemos àqueles que mais detestamos.   Pensei sobre prisões e suas grades e lembrei do Eduardo Marinho – na palestra dele, organizada aqui em Caxias pelo pessoal da Casa Paralela e do 1quarto – falando das prisões que criamos pra nós mesmos a fim de fugir da violência gerada pela desigualdade social (quem tem se protege de quem não tem). Pensei no Rafael Vieira que foi condenado a cinco anos de prisão por ter roubado um produto de limpeza. Pensei na Maria (nome fictício) que está longe dos filhos por ter roubado ovos de páscoa. Pensei novamente nos irmãos Batista, no Eike, na Claudia Cunha. Realizei que prisão, grade, é pra quem ameaça o poder instituído ou para àqueles que devem ser “domados”, impedidos de fugir, pois o propósito que tem para as suas vidas é diferente do traçado para eles.

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Impossível não fazer o paralelo com o tratamento dado aos animais destinados a consumo humano. Impomos aos animais não humanos a nossa pior punição, mesmo sendo eles a materialização da inocência. Animais são tolhidos de suas liberdades pelos mais diversos motivos: nas fazendas industriais por suas secreções, pele e carne, nos zoológicos e aquários por sua beleza, nos laboratórios de pesquisa por sua semelhança conosco (são nossos irmãos, afinal), nas quadras de esportes por sua força e agilidade e em correntes por nossa ignorância. E tudo isso em frente aos nossos olhos, que veem tanta injustiça e opressão nas nossas relações humanas, mas não se vê como opressor. Será que podemos esperar uma sociedade justa, igualitária e, principalmente, pacífica, enquanto ignoramos e justificamos a prisão e exploração de outros seres?

Às vezes me perguntam: ‘Por que você gasta tanto do seu tempo e dinheiro falando da bondade com os animais quando há tanta crueldade com o homem?’. Eu respondo: ‘Estou trabalhando nas raízes’. George T. Angell

Liberdade é coisa séria. Liberte.

Moda sem gênero: muito além do moletom

Se tem coisa que me incomoda é ver grandes marcas/empresas se utilizarem de causas emergentes sem realmente parar para refletir sobre elas. E desde que a história de moda sem gênero começou a rolar nas bocas do mundo da moda o que vimos foi uma profusão de coleções com modelagens amplas e muito cinza mescla. Absolutamente nada contra uma moda andrógina, com modelagens que não enfatizem o formato do corpo, nem detalhes que reforcem qualquer estereótipo de gênero, entretanto, essa é a verdadeira liberdade no vestir que a moda sem gênero prega? Eu penso que é muito maior – e também muito mais simples – do que se pensa: cada um veste o que quer.

Desde que iniciei a GB, focando e desenvolvendo minhas peças, inicialmente, para o público feminino, sempre tive muita procura, também, por parte de homens. Em nenhum momento adaptei minhas peças para esses homens que me procuravam e procuram até hoje. Pelo contrário, é justamente a peça como ela é que esse público busca. Não querem uma peça feita especialmente para ser chamada de “agênero”, mas sentirem-se confortáveis para entrar em qualquer estabelecimento e poder experimentar e comprar o que desejar, sem os olhares de estranhamento.

Posso dizer que aprendi e aprendo demais com esses meus clientes e amigos que desconstroem as minhas limitações diariamente e me enchem de inspiração e alegria ao vestirem o que faço de formas que nunca imaginei. E foi isso que me levou a juntar uma equipe de gente que amo e admiro pra criarmos o editorial For Boys Too, com garotos usando GB. O resultado ficou além da minha já alta expectativa. Espero que inspire todo mundo a sair por ai como seu mais autêntico eu!

 

Ai embaixo tem o vídeo do making of desse dia lindo:

 

Sem toda a galera abaixo esse Editorial nunca teria saído, muito menos ficado tão maravilhoso!

Fotografia: Weslei Colombo Toresan

Styling: Jônatan Cruz

Modelos: Jônatan Cruz, Gabriel Fonseca e William Quadros

Beleza: Mauricio Lopes e Isa Abreu

Vídeo: Gabriela Demore

Apoio: Carolina Potrich e Clube Melissa Caxias do Sul

 

E ai, curtiram o resultado? O que é moda sem gênero pra ti?

Até!